Imagem capa - Fotografia a 1.000 (Dia 1) por Alberth

Fotografia a 1.000 (Dia 1)

Na semana passada, publiquei um post aqui no blog sobre a expedição "Fotografia a 1.000”, que realizei no final de 2019. Se você não leu, é importante que vá lá agora para ler para facilitar a compreensão da história.

Aqui contarei mais detalhes sobre essa aventura pelo interior do Rio Grande do Norte. Este post trará imagens e descrições dos lugares por onde passamos no primeiro dia.


Também criei uma galeria com as melhores fotos feitas por nós três (Eu, Jobson e Raniere), que você pode acessar clicando aqui ou clicando sob qualquer imagem deste post.




O dia 25 de dezembro começou cedo para nós, aliás, ainda no dia 24 começaram os preparativos: carregar baterias e pilhas das câmeras e do flash, fazer o backup e formatar os cartões de memória, decidir o que levar e, principalmente, o que não levar, organizar a mochila de equipamentos e, por último (e as vezes esquecida), a mala de roupas.


Na noite anterior a viagem, a ansiedade já tomava conta de nós, ficamos até tarde conversando em um grupo de WhatsApp que fizemos só para essa expedição. Dos três, eu fui o que consegui dormir mais, de 2h às 4h30 da manhã, o Jobson foi de 2h30 às 4h e o Raniere nem dormiu, pegou direto. O que nos preocupou um pouco, já que ele seria o motorista e nem eu, nem Jobson, temos carteira de habilitação.


Às 4h da manhã, Raniere já manda uma mensagem avisando que passará para nos buscar em casa. Corro para me arrumar e guardar os últimos itens pessoais. Às 5h, ele chega para me buscar, depois de já ter pego o Jobson, e assim partimos para estrada explorar o nosso Rio Grande do Norte.



Café da manhã na Pastelaria Tangará (a legítima)
Foto: Alberth Klinsmann | Smartphone

A primeira parada foi na cidade de Tangará, a 75km de Natal. Estávamos querendo tomar café e provar o famoso pastel de Tangará, que é bom, mas nada surpreendente, na minha opinião. Logo depois, aproveitamos que estávamos perto, fomos ao município de Sítio Novo, fotografar o famoso Castelo Zé dos Montes (se você não o conhece, vale dar uma pesquisada no Google). De antemão já sabíamos que não iríamos adentrar no castelo, pois planejamos chegar em Serra Negra do Norte antes do anoitecer.



Carcará na estrada a caminho do Castelo Zé dos Montes
Foto: Alberth Klinsmann 


Caminho para o Castelo Zé dos Montes na cidade de Sítio Novo/RN
Foto: Alberth Klinsmann

Chegando em Sítio Novo, pegamos uma pequena estrada que leva até o castelo, e por ali mesmo fizemos alguns registros. Chegando lá, não foi possível se aproximar muito, há um enorme muro com uma chancela onde é cobrado o valor de R$ 10 por pessoa para poder entrar no castelo. Como queríamos apenas uma foto mostrando o castelo inteiro, podíamos fazer isso do lado de fora.



Castelo Zé dos Montes na cidade de Sítio Novo/RN
Foto: Alberth Klinsmann


Igreja de São Sebastião na cidade de Sítio Novo/RN
Foto: Alberth Klinsmann

Saindo dali, partimos para cidade de Santa Cruz para fotografar a estátua de Santa Rita de Cássia, a maior estátua religiosa do Brasil (maior inclusive que o Cristo Redentor). Eu já tinha visitado a santa em 2018 numa passagem rápida pela cidade. Desta vez, tive mais tempo para fazer os registros e contemplar a vista panorâmica para cidade de Santa Cruz.



Estátua de Santa Rita de Cássia na cidade de Santa Cruz/RN
Foto: Alberth Klinsmann

Já passava das 9h30 da manhã antes de seguir para Currais Novos, aproveitando a dica do meu amigo Alex Gurgel, fomos em busca da Serra do Doutor, local onde aconteceu a luta entre o Governo Popular Revolucionário que se instaurou no RN e as tropas de Dinarte Mariz em 1935. Aí que começou uma das partes engraçadas da viagem.


Colocamos o termo “Serra do Doutor” no Google Maps e então seguimos, confiando no GPS, o problema é que saindo da RN 104 entramos a direita em uma estrada de barro, fomos seguindo, e o caminho foi ficando estranho. Não enxergávamos nenhuma serra ali. Perguntamos a um morador se o caminho estava correto, ele disse que conhecia a serra, mas não sabia informar o caminho com exatidão. Seguimos até um momento que fomos tão adentro que começamos a descer num caminho com muitas pedras e que certamente o carro teria dificuldades de retornar. Decidimos voltar mesmo sem encontrar a danada da Serra do Doutor, para evitar de ter alguma avaria no carro, e isso comprometer o resto da viagem. No vídeo abaixo tem um pouco de como era o início dessa estrada, logo na saída da RN 104.




Depois da busca sem sucesso, partimos para Currais Novos, já passava das 11h e já começamos a nos preocupar com o almoço. Chegando em Currais, passamos pelo centro da cidade, pela igreja, e fomos almoçar em uma churrascaria. Aproveitamos para descarregar já algumas fotos das câmeras e dar notícia aos amigos e familiares. Não levamos computadores, durante toda a viagem as fotos foram trabalhadas através dos celulares e tablets, usando o Lightroom Mobile. 


Aproveite para assistir minhas aulas de Lightroom Mobile em parceria com a Adobe Brasil clicando aqui.



Capela de Santa Tereza D’ávila próximo à mina Brejuí em Currais Novos/RN
Foto: Alberth Klinsmann

Depois do almoço fomos até a área da Mina Brejuí, local onde é extraído xelita e tungstênio, e que também virou atração turística de Currais Novos. Infelizmente não pudemos entrar, devido ao feriado (25/12), a entrada no local só era permitida com autorização da diretoria da empresa que administra o lugar, mas a ida não foi em vão, tinha uma belíssima capela no local que pudemos registrar.


Sem perder tempo, fizemos carreira para cidade de Acari, conhecida por ser a mais limpa do Brasil. Lá rodamos pela charmosa cidade e depois fomos até o Açude Gargalheiras, que hoje se encontra com menos de 1% de sua capacidade total, infelizmente. O Jobson e o Raniere já tinham o visto sangrar, eu não, infelizmente. Confesso que mesmo assim me deu uma certa tristeza, desci até a parte mais baixa, onde normalmente ficava tudo coberto de água e a areia nem úmida estava, tudo seco e muito quente. Abaixo você pode ver algumas fotos que fizemos no Gargalheiras.



Açude Gargalheiras em Acari/RN com menos de 1% de sua capacidade total
Foto: Alberth Klinsmann



Açude Gargalheiras em Acari/RN com menos de 1% de sua capacidade total
Foto: Alberth Klinsmann


Açude Gargalheiras em Acari/RN com menos de 1% de sua capacidade total
Foto: Alberth Klinsmann

Saindo de Acari o destino era Serra Negra do Norte, cidade onde eu passei muitas férias quando criança. Lá, nós fomos passar a noite na casa de minha avó e suas irmãs. Passamos direto por Caicó, apenas uma pequena parada no caminho para tomar um cafézinho e comer um pedaço de queijo de manteiga porque ninguém é de ferro.



Entardecer em Serra Negra do Norte/RN
Foto: Alberth Klinsmann


Entardecer em Serra Negra do Norte/RN
Foto: Alberth Klinsmann | Silhueta: Raniere Silva


Entardecer em Serra Negra do Norte/RN
Foto: Alberth Klinsmann


Já era quase pôr do sol quando chegamos lá, como a cidade não fica em um ponto muito estratégico para ver o sol se pondo, ficamos na estrada que, por ser mais alta, facilitaria a vista. Logo após um belíssimo pôr do sol no Seridó Potiguar, voltamos pra casa da minha família, fizemos aquele lanche farto, típico de interior. Sim, lanche, pensávamos que era jantar, mas minha Tia Ivaneide e minha prima Silvana menos de 1h depois apareceram com o jantar, fazia tempo que não comíamos tão bem. Depois descemos para pracinha da igreja para conversar e, no meu caso, ver o quanto a cidade tinha mudado, tinha ido lá em 2016 em uma passagem rápida, mas que fiquei mesmo na cidade tinha sido em 2005.




Como a história é longa, vou terminando esse post por aqui, assine a minha LISTA VIP para ser informado assim que sair a parte 2 com o segundo dia de viagem. Na parte 2, vou relatar nossa passagem pela Paraíba e nosso encontro com 2 fotógrafos amigos pelo caminho até nossa chegada em Ponta do Mel, tenho certeza que você irá gostar 😊


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